PROGRAMA NACIONAL DE
CONTROLE DA DENGUE
SECRETARIA MUNICIPAL DE
SAÚDE
MUNICÍPIO DE CODÓ
DIVULGAÇÃO DO RESULTADO
DO 3º LIRAa, REALIZADO NA ZONA URBANA DO MUNICÍPIO DE CODÓ, NO PERÍODO DE 06 A
11 DE JULHO DE 2015. *
Nos últimos anos o Ministério da Saúde tem
repassado valores significativos em recursos, para os estados considerados de
médio e alto risco para a situação endêmica da Dengue, o estado por sua vez
seleciona os municípios mais vulneráveis, auxiliando no planejamento, execução
e acompanhamento das ações de controle do mosquito transmissor do agravo.
No início de cada ano, o Ministério da
Saúde estabelece que os municípios considerados de alto risco de contrair a
Dengue em todo o País realizem três Levantamentos de Índices Rápidos de
Amostras do Aedes aegypti LIRAa,
sendo; janeiro, março e outubro, como o espaço de tempo entre março e outubro é
considerado longo, o estado inseriu mais um LIRAa no mês de julho, perfazendo o
total de quatro etapas, para avaliação do ano.
QUADRO SITUACIONAL DO
MUNICÍPIO DE CODÓ, 2014 E 2015**.
O município de Codó vem mantendo seus
índices dentro dos padrões aceitáveis, por conta de forte disciplina às
atividades de campo, no que diz respeito às visitas domiciliares diárias
realizadas pelos Agentes de Combate as Endemias e o acompanhamento em
supervisão feito pelos Supervisores de campo. A meta principal é atingir 100%
das visitas programadas para o ciclo e reduzir ao máximo o índice de infestação
predial e índice de breteau pelo Aedes
aegypti, porém nem sempre isto é possível por conta de várias ocorrências
atribuídas a alguns servidores pertencentes a este quadro, sendo: ausência de
campo por motivo de doença, necessidade emergencial em outras atividades no
âmbito do município e outros.
Tabela demonstrativa
com os IIPs nos anos de 2014 e 2015.
LIRAa
2014
|
LIRAa
2015*
|
1º
LIRAa (janeiro) IIP 1,2
|
1º
LIRAa (janeiro) IIP 0,3
|
2º
LIRAa (março) IIP
0,7
|
2º
LIRAa (março) IIP 0,8
|
3º
LIRAa (julho) IIP 0,24
|
3º
LIRAa (julho) IIP 0,5
|
4º
LIRAa (outubro) IIP 0,3
|
-
|
**As
informações de 2015 estão incompletas, pois ainda faltam os resultados do 4º
ciclo.
ÍNDICE DE INFESTAÇÃO
PREDIAL E CONFIRMAÇÃO PELO LEVANTAMENTO DE ÍNDICE GERAL DO 3º CICLO/2015.
O Levantamento de Índice Rápido
Amostral do Aedes aegypti- LIRAa, é
um instrumento de medição criado pelo Ministério da Saúde e serve de base para
o direcionamento de outras ações utilizadas no combate e controle da Dengue em
todo Brasil, mesmo com tanta credibilidade ainda existem alguns técnicos da
saúde em nosso município que questionam tanto os índices apresentados pelo
cálculo do Ministério da Saúde como também os efeitos residuais do Larvicida
usado para controlar a população do mosquito transmissor da Dengue.
Para comprovar a autenticidade dos
índices apresentados pelo LIRAa, mesmo que por amostragem são fidedignos, a
Secretaria Municipal de Saúde de Codó, por meio da Assessoria de Endemias
realizou um Levantamento de Índice geral visitando todos os imóveis programados
para o 3º ciclo de 2015, compreendidos nos meses de maio e junho, para fazer a
comparação com os dados do 3º LIRAa de 2015, conforme tabela abaixo:
Tabela
Comparativa dos dados do 3º LIRAa de 2015 com o 3º ciclo de 2015.
ATIVIDADES
|
3º
LIRAa 2015
|
3º
CICLO 2015
|
Casas
Programadas
|
1.616
|
37.185
|
Casas
Inspecionadas (Visitadas)
|
1.616
|
36.436
|
Meta
Alcançada
|
100%
|
98%
|
Amostras
Positivas
|
08
|
62
|
Índice
de Infestação Predial – IIP
|
0,5
|
0,2
|
Índice
de Breteau - IB
|
0,5
|
0,2
|
Aedes albopictus
(Larvas)
|
-
|
25
|
E
assim, por mais um ciclo, o município de Codó vem se mantendo na classificação
de baixo risco em ocorrência de
casos de dengue, devido ao desenvolvimento de um projeto de controle do agravo,
dentro dos padrões entomológicos e epidemiológicos preconizados pelo Ministério
da Saúde, isto é, não permitindo que o Índice de infestação do Aedes aegypti ou Aedes albopictus ultrapasse 1% e nunca deixar de notificar qualquer
caso suspeito de Dengue detectado pelo serviço de saúde do município,
procedimento que tem como ponto de partida, a partir do momento em que o
paciente suspeito se apresenta para o atendimento médico.
*Francisco Santos Leonardo
Assessor de Endemias – SEMUS-Codó